Descaso na Saúde Pública de Goiânia

14.8.13
Depois de passar 39 horas no Cais Guanabara III, localizado no bairro de mesmo nome na cidade de Goiânia-GO, Dona Margarida da Conceição Oliveira, 1941, cuja idade já se encontra avançada, com seus setenta e dois anos (72), ficou esperando uma vaga de um leito de hospital que tivesse equipe neurológica, pois teve um AVC isquêmico e necessitava de cuidados médicos especializados, então foi encaminhada ao Hospital São Domingos na manha de segunda feira, 22 de Julho do corrente ano, para internação, entretanto cabe ressaltar que durante a espera já havia se dirigido ao mesmo hospital na madrugada do dia 21 de Julho mas o enfermeiro de plantão recusou sua internação alegando falta de médico.

Bem, houve a internação, mas o acompanhamento médico pelo especialista em neurologia só se deu na manhã do outro dia e neste tempo os medicamentos foram aplicados em horários distorcidos e as refeições eram administradas sem nenhuma coerência com a doença constatada, já que não só esta Senhora, mas também uma outra que também se encontrava na enfermaria e tivera o mesmo diagnostico. Diante do quadro destas senhoras, que são portadoras de doenças crônicas como diabete, hipertensão, colesterol alto, cujo controle se dá através da medicação controlada e alimentação muito bem balanceada, é necessário que haja uma dieta. Todavia a comida ofertada as pacientes eram sem nenhum critério de dieta, pois o cardápio do almoço foi arroz branco, macarrão com molho vermelho, beterraba, frango com pele ao molho e um pedaço de +- 3 cm de tomate e um filete de alface de tamanho de um dedo mindinho. No Lanche foi ofertado quatro (04) biscoitos de sal e um copo de café com leite adoçado com açúcar e na janta foi servido sopa de fubá com os restos do frango do almoço, cujo tempero continha muito sal e muito óleo a ponto de coagular quando esfriou. Diante destes cardápios foi reclamado às copeiras, às enfermeiras e ao médico Drº. Sérgio Henrique S. F. Martins (um dos acionistas do hospital São Domingos), e todos foram unanimes em afirmar que a comida não tem como ser separada, alegando que todos comem a mesma comida, sem qualquer distinção. Diante de tal quadro seus parentes compraram ou buscaram comidas em casa de acordo com a condição das pacientes internadas. Pois bem, quando houve a próxima visita do medico neurologista às duas pacientes, pelo Drº. Antônio M. Campos Furtado, mais uma vez, os familiares das pacientes salientaram os problemas ali vividos, lhe explicando o caos da comida bem como a medicação em horários confusos e os aparelhos de pressão que não precisam ao certo a pressão das pacientes por estarem danificados, então o doutor não demonstrou ter ciência de como a alimentação se dava no hospital e não disse nada a respeito dos remédios e aparelhos de pressão. Diante do quadro exposto ao médico, no qual ficou evidente que a pressão das pacientes não abaixaria enquanto a dieta de sal não fosse realizada e a diabete não se controlaria enquanto a alimentação não fosse condizente, pois até insulina já estavam tomando tendo em vista a crescente alta da diabete, o Drº . Antônio resolveu dar alta às duas pacientes.

Felizmente os parentes das pacientes inquiriram os médicos a respeito para que houvesse melhor juízo da situação e como não poderia mudar a situação daquele hospital foi dada a alta às vítimas de AVC isquêmico.

Ainda fora constatado que durante o tempo de internação que o hospital não conta com profissionais suficientes; como maqueiros e enfermeiros, pois o pouco número desses profissionais neste local, assoberbam o trabalho a ponto de acompanhantes ficarem exercendo atividades de auxilio aos doentes, levando os ao banheiro, auxiliando na troca de roupas, banhos, chamar enfermeira por necessidade urgente de paciente etc.

Lamentável que a saúde esteja deste jeito, e não é só em hospital público que passamos dissabores no atendimento, mais ainda em particulares, e apesar de estar sendo atendidos pelo SUS, o hospital recebe dos cofres do governo os valores referentes aos procedimentos e que não são baixos. Fora o descaso de tratamento alimentar e médico também houve por parte do Drº. Sérgio Henrique S.F. Martins ofensas aos pacientes que estavam internados, quando inquiriram a respeito da alimentação e o mesmo se dirigiu aos pacientes e acompanhantes dos mesmos com descaso e arrogância julgando as condições como os pacientes chegaram ali, falando em alto e bom som como se estivesse numa sala de aula com “crianças transgressoras”.

O referido Doutor teve um procedimento de julgar, mas não de cuidar, verificar porque seus pacientes não melhoraram durante a internação, já que estavam ali para serem medicados, tratados e cuidados, afinal, acredita-se, que esta é a intenção de um hospital e de procedimentos médicos.

Matéria realizada por Antonio Oliveira - Gestor de Sistemas de Informação

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